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COMMERCIO

COMMERCIO

A fotografia, enquanto documento e pensamento, vai de encontro aquilo que é a intenção de estudo sobre um conjunto de características que definem e descrevem a sociedade e as suas particularidades.

A partir de alguns pontos definidos pela AO NORTE, indo de encontro à estrutura do Festival Filmes do Homem, acontece um trabalho de campo, com a duração de um mês, onde é relevante uma relação direta entre o autor e o tema de trabalho, o comércio. Numa relação entre o fotografado(s) e o fotografo, chega-se a uma “perceção” estética e conceptual que declama uma forma de pensar e estar nesta zona geográfica. O comércio enquanto camada cultural e social, não esquecendo também todos os seus atributos económicos.

O trabalho assenta numa relação direta com as pessoas que fazem parte dos espaços tratados. Cada fotografia realizada é pensada com base num discurso entre o espaço e a forma como cada comerciante faz parte do mesmo. São imagens que absorvem a “totalidade” do espaço, inserindo naturalmente quem o habita. Um trabalho fotográfico que aconteceu pela comunicação e pela absorção das diferentes histórias, onde foi possível documentar as dinâmicas e relações que podemos encontrar nos dias de hoje. São fotografias que descrevem um espaço e a sua história, mas também uma revelação de quem o construiu e o mantém “aberto”. É dentro deste conjunto de conceitos, que definem um tipo de comércio, que a proposta acontece e onde o trabalho de campo se revela fulcral para uma perceção deste movimento pelas suas características, muito particulares. Estamos a falar de uma zona geográfica fronteiriça onde a forma de estar e de viver se revela e apropria do trabalho fotográfico. Uma pesquisa sobre um lugar e sobre quem o habita.

Informação adicional

Autor

João Gigante